Foto: Reprodução
Após meses de negociação, os médicos plantonistas do Hospital de Caridade Nossa Senhora Auxiliadora (HCNSA), em Rosário do Sul, começaram a ter os pagamentos em atraso regularizados na segunda-feira (9), com o repasse de R$ 476 mil. O valor é referente à primeira parcela do acordo intermediado pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers).
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Segundo a direção do hospital, o atraso nos repasses financeiros ao corpo clínico teria sido causado pela prefeitura municipal. A dívida acumulada se aproxima de R$ 2 milhões.
O acordo
A construção do acordo envolveu uma série de reuniões conduzidas pelo Simers, com a participação do corpo clínico, da provedoria do hospital e do Executivo municipal. Os profissionais reivindicavam a quitação dos valores pendentes de forma parcelada, sem prejuízo aos pagamentos mensais regulares referentes aos plantões em andamento.
Como encaminhamento, o Simers propôs, em reunião realizada no dia 30 de janeiro, a formalização de um contrato temporário e emergencial entre a prefeitura e o hospital, válido até a elaboração de um novo contrato por prazo indeterminado. A proposta também prevê a apresentação de um cronograma oficial para o pagamento dos valores devidos aos médicos.
O que diz a prefeitura
Ao Diário, o prefeito de Rosário do Sul, Marcos Paulo da Luz (PSDB), informou que a administração municipal está empenhada em resolver a situação e também em avançar nas tratativas para a formalização de um novo contrato com o hospital.
– Estamos trabalhando para resolver essa questão e tantas outras que vão surgindo. Seguimos comprometidos com a solução e com a programação estabelecida – afirmou.
Segundo o prefeito, os pagamentos passarão a ser realizados até o dia 15 de cada mês. Ele detalhou ainda a estratégia para a quitação do passivo acumulado.
– Ao longo dos próximos meses, iremos disponibilizar o valor do mês atual e metade dos valores referentes aos meses anteriores. Assim, pretendemos, em até seis meses, concluir essa regularização – explicou.
O Executivo informou ainda que está em processo de ajustes para um novo contrato com a instituição, em outro formato, já que o atual tem vigência até abril de 2026.
Expectativa
A situação vinha sendo acompanhada pelo sindicato desde o início do ano e gerava preocupação quanto à continuidade dos atendimentos, diante do acúmulo de débitos com o corpo clínico. Caso não houvesse um avanço concreto nas negociações, a categoria cogitava iniciar uma paralisação a partir de sábado.
Conforme o Simers, com o início do cumprimento do acordo, a expectativa é de que os valores atrasados sejam gradualmente quitados, enquanto os pagamentos correntes sejam mantidos em dia. O sindicato segue monitorando o cumprimento do cronograma estabelecido e a evolução das tratativas entre o hospital e o poder público municipal, apontado como responsável por parte significativa dos repasses que garantem o funcionamento da instituição.
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